Emoção muito intensa ou baixa tolerância? O dilema da ansiedade nos casos de Pânico
26 de Fevereiro de 2010 @ 16:58 por ArturPodemos ver dois lados numa pessoa ansiosa e “assustada” com seus acessos de ansiedade.
Por um lado podemos vê-la como alguém com excesso de emoção, alguém que reage com intensa ansiedade a cada mudança na paisagem interna, de emoções e reações corporais.
Este é um fator quantitativo e para lidar com ele há várias estratégias para diminuir a ansiedade, como técnicas psicológicas de auto-gerenciamento ou medicação.
E há um fator qualitativo. Geralmente esta pessoa tem uma tolerância muito baixa à excitação interna. Ela pode sentir qualquer coisa, num grau baixo e já se assustar, ficar ansiosa. Uma pequena estimulação interna já deixa a pessoa alerta, antecipando algum risco. Para ela, pouco já é muito. É como um estômago sensível demais.
Para lidar com esta intolerância à excitação interna é importante “desensibilizar”, ampliar a capacidade de acolher as reações internas, tolerar suas intensidades e começar a discriminar as diferentes sensações e sentimentos.
Integrando os dois aspectos, podemos observar que, para uma pessoa com baixa tolerância à excitação interna, qualquer estimulação pode levar facilmente a uma sensação de inundação.
Assim, é necessário não só regular a ansiedade - com técnicas psicológicas e/ou medicação - para diminuir o “risco de inundação”, mas é fundamental aumentar a tolerância interna às reações internas, físicas e emocionais.